domingo, 5 de dezembro de 2010

John Dewey

A teoria de Dewey representa os ideais liberais.
Segundo sua pedagogia, o processo de ensino aprendizagem estaria baseado em:
* Tanto aluno como professor são detentores de experiências que devem ser aproveitadas no processo;
* A aprendizagem deve ser coletiva;
* O saber é constituído por conhecimentos e vivências que devem se entrelaçar de forma dinâmica;
Para ele, a escola é um instrumento ideal para a função democratizadora de igualar as oportunidades a todos.
Dewey defende a idéia de que o educador precisa descobrir os interesses dos alunos.
Por acreditar que a divisão de tarefas estimula a cooperação e a consequente criação de um espírito social, ele atribuía grande valor às atividades manuais.
Para ele, o fim da educação não é formar a criança de acordo com modelos, mas dar-lhe condições para que resolva por si própria os seus problemas.
Dewey dizia que a educação não é a preparação para a vida, porque ela é a própria vida !


http://peadportfolio156703.blogspot.com/2009/01/breve-comentrio-sobre-pedagogia-de.html
http://peadportfolio156703.blogspot.com/2009/01/breve-comentrio-sobre-pedagogia-de.html

Gestão Escolar / Democracia

Com as sábias palavras de Raul Seixas, inicio esta reflexão, baseada na reflexão do link abaixo, cujo tema é Gestão Democrática na Escola !

http://peadportfolio156703.blogspot.com/2008/09/gesto-democrtica-gesto-democrtica-uma.html


"Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade !" Raul Seixas

A escola tem um papel fundamental na construção da cidadania, no desenvolvimento pessoal, na promoção social. A função da escola ultrapassa a troca de conhecimentos.
Desta forma, a escola não pode estar isolada, ela deve ter uma relação forte, precisa estar articulada com a comunidade a qual está inserida, precisa estar em ligação permanente com o seu entorno.
Sendo assim, a escola precisa privilegiar o exercício da democracia. É necessário que ela possua mecanismos democráticos de participação, onde podem ser tomadas decisões coletivas. Caso contrário, além de afastar a comunidade do entorno, a escola não estará cumprindo a sua função social e estará pregando uma coisa e realizando outra.

Ciências e Estudos Sociais como eixos articuladores

Planejar e executar com os alunos um Projeto de Aprendizagem utilizando como eixo integrador uma temática de estudos sociais ou ciências, é uma ótima maneira para poder integrar os demais componentes curriculares.
Além da aprendizagem ser mais significativa, tendo em vista que estaremos realizando uma leitura do meio, estaremos envolvendo os sujeitos e a aprendizagem não será de forma fragmentada.
Tanto assuntos trabalhados na disciplina de estudos sociais como ciências, pelo fato de fazerem parte da cultura, da vida, do mundo dos indivíduos, oportunizarão fontes riquíssimas de diálogos entre professor e alunos.
O planejamento pedagógico que considera eixos temáticos que partem da escuta da realidade, propondo conteúdos e atividades de caráter reflexivo, no caso da alfabetização, por exemplo, estará permeado pela realidade da turma, e como afirma Paulo Freire, é uma ação cultural que tem a leitura do mundo como ponto de partida para a leitura da palavra.





http://peadportfolio156703.blogspot.com/2008/04/curiosidade-humana-e-leitura-do-meio.html

sábado, 4 de dezembro de 2010

Teatro

Trabalhar com a arte da representação é muito interessante, pois o teatro desempenha um papel educativo, é uma excelente ferramenta pedagógica. O Teatro à serviço da educação, dá ao educando o ensejo de valorizar-se, de integrar-se harmoniosamente a um grupo.
São incontáveis as vantagens de se trabalhar o teatro em sala de aula, pois esta ferramenta:
Desenvolve o vocabulário, a oralidade, a expressão corporal, o improviso, a impostação de voz. Desenvolve a redação, bem como incentiva a leitura, a pesquisa, proporciona o contato com obras clássicas, reportagens, fábulas, contos, entre outros textos. Oportuniza a interdisciplinaridade. Estimula a imaginação. Oportuniza o desenvolvimento de outras habilidades, através da confecção do cenário e figurino.
Além disso, essa ferramenta não exige altos custos, basta que professor e alunos sejam criativos.

http://peadportfolio156703.blogspot.com/2007/10/teatro.html

Estudos Sociais - Diversidade Cultural

A reflexão abaixo é fruto da releitura da postagem do link abaixo:


http://peadportfolio156703.blogspot.com/2008/06/estudos-sociais.html


A diversidade das origens é algo muito presente nas classes de Educação de Jovens e Adultos.
Desta forma, o conjunto cultural é muito rico e poderá servir de base onde a construção de conhecimentos vai se dar, pois, a vida, as histórias, a História social dos alunos, são assuntos fundamentais que devem ser trabalhados, uma vez que são imprescindíveis para que os alunos aprendam a viver socialmente e a se tornarem sujeitos autônomos, capazes de compreenderem a sociedade em geral, de mover-se nela e agir conscientemente para a sua transformação !
Além disso, os assuntos escolhidos podem servir de eixo integrador, possibilitando a integração dos demais componentes curriculares, tornando a aprendizagem significativa, não fragmentada, envolvendo os sujeitos, promovendo a "leitura do meio".

Epistemologia Genética

Visitando as interdisciplinas do eixo 6, reencontrei um texto sobre Epistemologia Genética, de Jean Piaget.
Emilia Ferreiro, promoveu a continuidade do trabalho de Jean Piaget, sobre a epistemologia genética. Para ela, a construção do conhecimento da leitura e escrita tem uma lógica individual, sendo que até o indivíduo se apossar do código lingüístico e dominá-lo ele passa por um processo de avanços e recuos. De acordo com as idéias da teoria exposta em Psicogênese da Língua escrita, toda criança passa por quatro fases até que esteja alfabetizada. Os adultos também passam por essas hipóteses de escrita, ou níveis são eles:
Nível pré-silábico: Neste nível a criança ou o adulto não descobriu ainda o que a escrita representa, não estabelece relação entre fala e escrita. Como conhece algumas letras, principalmente as do seu nome, tenta juntar aleatoriamente essas letras, se solicitado a escrever do seu jeito alguma palavra. Quando criança, o sujeito utiliza diferentes formas de representação (garatujas, desenhos, números) para escrever. Há uma grande variação de caracteres. Pode acontecer que o tamanho maior ou menor do objeto corresponda ao tamanho maior ou menor da palavra. Exemplo: ao escrever a palavra BOI, pensa no tamanho do animal, por isso, escreve a palavra com muitas letras, se for escrever a palavra formiguinha, colocará poucas letras na sua escrita.
Nível silábico: Chega à hipótese de que a escrita representa a fala. Neste nível a criança ou o adulto relaciona grafia e sons, de maneira que representa cada sílaba (som) por meio de uma letra. No nível silábico primitivo, ela representa a sílaba com qualquer letra, é aleatório. Quando alcança o nível silábico evoluído, ela passa a representar a sílaba com a vogal ou a consoante que aparece na sílaba. Por exemplo: a palavra boneca poderá ser escrita como BNC ou OEA. Isso ocorre porque o indivíduo passa a representar partes sonoras estáveis das sílabas. O aluno tenta corresponder um fonema a cada grafema (som da fala a cada letra escrita). A utilização dos símbolos gráficos é aleatória e nem sempre a representação dos fonemas corresponde a escrita convencional. Para o sujeito passar deste nível para o próximo, é imprescindível que ele descubra a construção da sílaba. Isso será possibilitado através de jogos, manuseio com alfabeto móvel. Ao colocar uma consoante e ao seu lado as vogais, o sujeito descobrirá a família silábica e transporá este conhecimento para as demais consoantes.
Nível silábico-alfabético: é um estágio entre a correspondência silábica e a alfabética. A escolha das letras pode seguir um critério fonético ou ortográfico. Nesta fase o indivíduo evolui para uma representação mais completa dos sons das palavras. É comum neste nível que na representação gráfica faltem algumas letras, o que leva alguns profissionais a confundirem nível de evolução da escrita com dificuldade de aprendizagem. A escrita pode representar algumas sílabas com características do nível silábico e outras, do nível alfabético. A palavra boneca, por exemplo, pode ser escrita como: BNCAOE ou BNEC ou BONCA.
Nível alfabético: Ao chegar neste nível, pode-se considerar que o aluno atingiu a compreensão do sistema de representação da linguagem escrita, compreendendo que a sílaba pode ser desmembrada em letras e que é necessária a análise fonética das palavras para escrevê-la. O sujeito consegue compreender que uma sílaba pode ser formada por uma, duas ou três letras. No entanto pode escrever sem demonstrar o uso correto da grafia. Neste nível o indivíduo faz a correspondência da grafia com fonemas (unidades sonoras da língua) que favorece a diferenciação das palavras pelos sons (fonemas) e sinais gráficos da língua (grafemas). Portanto, ele é capaz de fazer a correspondência entre elementos sonoros e a grafia. Nesta fase o aluno ainda não é ortográfico, ou seja, ele ainda não escreve conforme os padrões da norma culta, seguindo as regras ortográficas. A ortografia é adquirida com a prática da leitura e escrita. Esse nível consiste ainda em uma escrita bastante fonética, pois a tendência do sujeito é escrever exatamente o que ouve, por exemplo: FOLIA (folha), CRIÃOÇAS (crianças).
As contribuições de Ferreiro foram fundamentais para a prática durante o período de estágio, pois foi possível compreender o que estava acontecendo com cada alfabetizando, em que nível o mesmo se encontrava e, ao mesmo tempo em que era diagnosticado o nível de escrita, era possível intervir melhor nesse processo, pois existem mediações do professor, atividades que para um aluno pré-silábico, às vezes são significativas mas para um aluno silábico ou alfabético, já não são. Diagnosticar o nível em que se encontra cada aluno, é condição indispensável para o sucesso do processo de alfabetização, pois, ao identificar a etapa em que se encontra o aluno, o educador tem condições de selecionar estratégias e metodologias eficientes e adequadas para cada nível. Considerar as hipóteses que os alunos elaboram sobre o processo da escrita auxilia muito. Saber como esse aluno vem construindo o seu processo de aprendizagem, no tocante à alfabetização, nos aponta caminhos para que possamos intervir de forma mais significativa.